• Quemviaja

Como é viajar no minúsculo ATR da Azul com turbulência

Atualizado: Set 13


Antes de mais nada, é preciso deixar claro: o avion de transport regional (ATR) da Azul passa longe de ser um teco teco ou de um avião de brinquedo. Pelo contrário, segundo informações, é a aeronave mais avançada do mundo nessa categoria, que foi pensada, justamente, para viagens curtas, ligando grandes centros comerciais e cidades do entorno.


Apesar de tudo isso, não acho que possa ser diferente. Basta enxergar as hélices expostas do avião para, inevitavelmente, se pegar pensando em como será o voo, principalmente se o tempo estiver feio.


Esse relato é justamente de um caso desses, no trecho Rio de Janeiro – São Paulo, mas não se deixe enganar, esse é um trecho que faço com várias vezes por ano e nunca tinha passado por algo parecido.


Minha viagem começou com a chegada ao Aeroporto Santos Dumont às 11 horas da manhã e, como de costume, todo o processo entre checkin e embarque foi muito simples. Além de o aplicativo a Azul ser super intuitivo, como faço muito estre trecho, adquiri o hábito de só embarcar quando o aviso de última chamada é feito, para não ficar parado na fila.


O voo propriamente dito começou como qualquer outro, sem maiores problemas. Porém, apenas alguns minutos após a decolagem, talvez devido à frente fria que se aproximava da região sudeste na ocasião (ou talvez devido à minha falta de sorte mesmo), as turbulências começaram.


De início, parecia simples, como sempre ocorre, mas o que tendia a ter um final comum de repente se transformou em algo um pouquinho pior. Veja bem, eu não tenho medo avião, pelo contrário. Além disso, o voo neste trecho tem pouco mais de meia hora de duração, o difícil é fazer o cérebro entender isso na hora.


Ao longo dos minutos seguintes a turbulência foi bem além do mero tremor da aeronave, passando a uma constante de “lombadas” (pareciam mais com ondas mesmo) que, aposto, conseguiram sacudir a coragem de todos, inclusive dos que, como eu, tentaram fazer cara de paisagem, apesar das mãos suadas.


Veja abaixo uma pequena tentativa de gravação do momento, que não retrata, absolutamente, a situação em si, que tinha desde pessoas agarradas às cadeiras a poucas pessoas passando mal e pedindo auxílio à equipe de bordo:





Quando cheguei à São Paulo, apesar de saber que turbulência não derruba avião, a sensação era de alívio total. Minha impressão geral é de que é tudo muito menos racional do que gostaria. Quer dizer, se turbulência não derruba avião e se o ATR da Azul (produzido por uma empresa que é controlada da Airbus) é o mais moderno de sua categoria, então para que todo esse medo?


Acho que tudo passa pelas benditas hélices expostas. O que os olhos não veem, o coração não sente, não é mesmo?



Siga @blogquemviaja | https://www.instagram.com/blogquemviaja