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Como é se hospedar em um hotel da rede Ibis durante a Pandemia

Atualizado: Set 12


Eu sei que estamos bem no meio de uma crise internacional de saúde pública e sei também que a maior parte das pessoas não considera razoável ou mesmo seguro viajar e se hospedar fora de casa agora, mas, feliz ou infelizmente, o meu trabalho envolve viagens recorrentes à São Paulo, entre outros lugares mais distantes do Rio de Janeiro.


Pois bem, ao longo do mês de agosto de 2020, apenas alguns meses após o início da quarentena na maior parte dos estados do Brasil, tive que fazer duas viagens à Cuiabá e uma viagem à São Paulo, sendo que, em todos os casos, as minhas reservas de hotel foram feitas por outras pessoas. Fui realmente no escuro.


Em Cuiabá, fiquei hospedado no Hotel Gran Odara, que fica no bairro Ribeirão da Ponte, bem próximo do Aeroporto Marechal Rondon e perto dos meus principais pontos de interesse na ocasião (cliente, restaurantes e shopping). Já em São Paulo, acabei me hospedando no Ibis São Paulo Congonhas, que, como o seu nome indica, fica na região do Aeroporto de Congonhas, uma escolha que eu jamais faria, porém unicamente pela localização, já que sou um grande fã do Ibis, principalmente no segmento budge, para viagens a trabalho, quando surpresas não são bem vindas.


Neste post, falaremos somente sobre a hospedagem no Ibis São Paulo Congonhas. Em seguida, disponibilizaremos um post mais completo tratando do Grand Odara, em Cuiabá (com fotos).


Veja também: Hotel Gran Odara Cuiabá - review de hospedagem

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Pois bem, em 17.08.20, depois de um dia super longo de reuniões, cheguei ao Ibis São Paulo Congonhas por volta das 23h, em uma segunda-feira. Como não tinha jantado, minha primeira pergunta à recepção foi onde poderia encontrar algum restaurante aberto e a resposta, para meu azar, foi de que não havia restaurantes abertos na região, apenas no aeroporto ou através de serviços de entrega. O bar do hotel estava aberto, porém, além das bebidas, só havia opções de snacks e lasanha congelada, motivo pelo que fui dormir com fome.


Na recepção, o checkin foi bem mais rigoroso do que de costume. Descontando a medição de temperatura corporal e a limpeza das mãos com álcool, foi necessário preencher um questionário bastante detalhado a respeito da existência de sintomas que possam ser vinculados à covid-19, em mim e em pessoas com quem tive contato recente, além de um histórico de viagens intra e intermunicipal, dentre outros vários questionamentos.


Embora necessário, preencher o formulário é uma tarefa chata, mas o que mais me incomodou mesmo foi a obrigação de informar com antecedência o que gostaria de pedir para o café da manhã. Quer dizer, às 23h, após um dia extremamente cansativo, quem teve tempo de decidir o que terá para o café da manhã do dia seguinte?


Outra surpresa ruim foi o fato de que a sala de passagem de roupas, que sempre uso e que, pelo preço, é um diferencial da rede Ibis para mim (ao menos nos hotéis que frequento), estava fechada alegadamente em vista da pandemia. Uma questão importante é que verifiquei no site e a informação é de que a área para passar roupas permanece ofertada como um dos serviços ativos do hotel.


Quanto ao café da manhã, como suspeitava, não acertei 100% das minhas escolhas da noite anterior, então, com pressa e sem tempo para negociar a preparação de outros itens não previstos, este não foi dos melhores.


Por essas razões, entendendo que, naturalmente, há restrições e novas políticas de atendimento que se devem à crise que todos estamos passando e descontando os pontos mencionados acima, no geral, tive uma noite confortável.

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